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INFORMAÇÕES SÓCIO-ECONÔMICAS
LOCALIZAÇÃO

Extensão territorial: 324 Km².

População: 50 mil habitantes

Distâncias:
Belo Horizonte......89 Km
Rio de Janeiro.....360 Km
São Paulo...........655 Km
Brasília...............805 Km

Facilidade de transporte rodoviário através da BR-040, e ferroviário, através da Bitola Larga da RFFSA. Porto mais próximo: Rio de Janeiro

Linha de ônibus BH-Congonhas: Viação Sandra

Mais informações: Prodemge

Zona Metalúrgica e Campo das Vertentes (Médio-Paraopeba)
Algumas cidades tem link, clique para conhecer ou veja a seção de links.

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RELIGIOSIDADE E TRABALHO

Por volta de 1700 alguns portugueses povoaram a vila real de Queluz, hoje Conselheiro Lafaiete. Muito se fixaram, outros saíram em busca de novos depósitos auríferos. Esses agrupamentos iam fundando novos arraiais. E assim crescia a população, se organizando às marges do Rio Maranhão, por mineradores, que primeiramente habitaram a região. Há controvérsia sobre a data da criação da Freguesia de Congonhas havendo documentos que citam a data de 3 de abril de 1745 e outro mencionando o ano de 1734.

Deram-lhe um nome que vem do Tupi e que quer dizer: o que sustenta, o que alimenta. Congõi. O nome da cidade adveio da planta abundante do arraial.

Não chegou a vila porque passou diretamente de distrito a município. O distrito, criado em 6 de novembro de 1746 ligava Congonhas do Campo à Comarca de Ouro Preto. Em 7 de setembro de 1723, o distrito foi transferido de Ouro Preto para Queluz (Conselheiro Lafaiete). Um decreto-lei de 17 de dezembro de 1938, criou o município de Congonhas do Campo, sendo a denominação reduzida para Congonhas em 1948.

FELICIANO MENDES

O português Feliciano Mendes fizera uma promessa para recuperar a saúde perdida após muitos anos de trabalho na exploração das jazidas de ouro. Atendido, deu início às obras do Santuário em 1757, no alto do morro Maranhão, onde fincou uma cruz tosca e prometeu dedicar sua vida ao Senhor Bom Jesus do Matosinhos. Dois anos depois já estava pronto todo o corpo da Igreja.

Feliciano fazia peregrinações pela região e com um pequeno oratório de madeira, com a imagem do Senhor Bom Jesus, recolhia esmolas e donativos para a construção. Ele faleceu a 23 de setembro de 1765, sem ter terminado a sua Igreja, mas com certeza com sua promessa paga. As obras do Santuário foram crescendo e reunindo o trabalho dos melhores artistas da época, como Manoel da Costa Athayde, Francisco Xavier Carneiro e o mestre Aleijadinho.

CRONOLOGIA

1746 - Construção da Igreja Nossa Senhora d'Ajuda no Distrito do Alto Maranhão.
1757 - Fevereiro - Feliciano Mendes inicia a devoção do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
1757 - 21 de junho - O primeiro bispo de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz aprova a devoção e dá licença para a construção do templo.
1765 - 23 de setembro - Morre o fundador Feliciano Mendes - adiantadas as obras da igreja.
1776 - Praticamente concluído o interior da Igreja, Capela mór: Francisco Lima Cerqueira. Pintura da mesma: Bernardo Pires da Silva. Tôrre com campanários: Mestre Domingos Antônio Dantas.
1777 - Começa a construção do adro: Tomás de Maia Brito
1779-1782 - Pintura do teto da igreja: Nepomuceno Castro
1780 - Começo do Jubileu; brevê do Papa Pio VI
1796 - Aleijadinho em Congonhas assina o 1° recibo das obras dos Passos.
1798 - Aleijadinho assina o 2° recibo das obras dos Passos
1799 - Aleijadinho assina o 3° recibo dos Passos
1800 - Aleijadinho assina o recibo da escultura dos profetas (arquivo da Basílica)
1817 - Construção da Igreja de São José
1957 - Elevação do Santuário do Senhor Bom Jesus à categoria de Basílica menor pelo Papa Pio XII
1985 - 03 de dezembro - A cidade recebe da UNESCO o título de Monumento Cultural da Humanidade

OS PREFEITOS

Prefeitura Municipal
Prefeitura Municipal de Congonhas

Após a emancipação, em 17 de dezembro de 1938, os dois primeiros prefeitos foram nomeados pelo governo estadual. Alberto Teixeira dos Santos Filho, foi o primeiro prefeito de Congonhas, governando o município entre os anos de 1938 a 1944. Em 1947, o povo foi às urnas e elegeu Nicola Falabela. A partir daí todos os prefeitos foram eleitos diretamente, e salvo algumas exceções, todos cumpriram integralmente seus mandatos. José Theodoro da Cunha esteve pela primeira vez à frente do município, em substituição a Lamartine de Freitas, que faleceu no exercício do mandato. Em 1967, Theodoro volta à prefeitura, mas fica pouco tempo, e o executivo é passado para as mãos de José Tarcísio de Oliveira Senra. Em setembro de 1972, o prefeito Sebastião Maurício de Carvalho renunciou porque a Justiça havia lhe negado uma prestação de contas da Fundação Dom Silvério. Pascoal Vartuli assumiu o govermo até o final de 1972, passando o cargo para Mauro Herbert Godoy. No mais, todos os prefeitos que passaram por Congonhas cumpriram seus mandatos.

1939 a 1944 - Alberto Teixeira dos Santos Filho
1945 a 1946 - Demerval Francisco Junqueira
1947 a 1950 - Nicola Falabela
1951 a 1954 - Moacir Barbosa
1955 a 1958 - Lamartine de Freitas e José Theodóro da Cunha
1959 a 1962 - Waldir Cunha
1963 a 1966 - Aristides Francisco Junqueira
1967 a 1970 - José Theodoro da Cunha e

                     José Tarcísio de Oliveira Senra
1971 a 1972 - Sebastião Maurício de Carvalho e Pascoal Vartuli
1973 a 1976 - Mauro Herbert Godoy
1977 a 1982 - Altary de Souza Ferreira Junior (PSC)
1983 a 1988 - Gualter Pereira Monteiro (PL)
1988 a 1992 - Arnaldo da Silva Osório (PMDB)
1993 a 1996 - Gualter Pereira Monteiro (PL)
1997 a 2000 - Altary de Souza Ferreira Junior (PSDB)

2001 a 2004 - Gualter Pereira Monteiro (PL)
 

 

Gualter Pereira Monteiro - Prefeito

ECONOMIA
Congonhas está entre as quinze cidades que mais arrecada impostos em Minas Gerais. A principal origem destes impostos é o ICMS gerado pela empresas de extração de minério de ferro e pela Açominas. Já foi a primeira cidade em renda per-capita entre os mais de 700 municípios do Estado. O município passa hoje por muitas dificuldades administrativas e financeiras. A dívida supera a casa dos R$ 24 milhões, os funcionários públicos estão com seus salários atrasados e a prefeitura esta inchada. A lei "Robin Hood", do governo do estado, provocou uma violenta queda na receita.

Mineração Casa de Pedra (CSN)
Pertencente à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), até pouco tempo era responsável por 100% do minério de ferro consumido na siderúrgica em Volta Redonda. Já teve cerca de 1500 trabalhadores, hoje cerca de 600 funcionários e é uma das empresas mais tradicionais da região.

Ferteco Mineração S/A
A Ferteco Mineração S/A, é uma multinacional alemã. Produz minério de ótima qualidade. Já teve quase 2000 funcionários e hoje tem cerca de 700 funcionários. Sua produção é destinada à exportação.

TOMBAMENTO

Patrimonio da humanidade O Tombamento de Congonhas como Monumento Cultural da Humanidade, pela Unesco, aconteceu em 3 de dezembro de 1985. Para isso foi fundamental o empenho e o interesse da historiadora Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, profunda conhecedora do acervo de Congonhas. Foi ela quem minunciosamente preparou o dossiê enviado à Unesco, um completo relatório que descreve peça por peça todo o acervo de Congonhas. A ele foram anexadas fotografias de Claus Meyer feitas para o livro Passos da Paixão. O Tombamento veio de encontro a um anseio de toda a população de Congonhas, que já demonstrou saber o valor e a necessidade de preservar seu patrimônio, sua cultura e sua identidade, como aconteceu em 1978, quando o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, solicitou o empréstimo de algumas imagens dos "Passos da Paixão" para uma exposição no Rio. As imagens já estavam embaladas e alojadas em um caminhão quando o povo saiu às ruas para embargar a viagem. Novamente em 1983, Congonhas disse não à Embratur que tentava levar na época as imagens para Nova Iorque.

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Para você que é de BH e região, visitar Congonhas pode ser um bom programa para seu fim de semana. Você pode vir de manhã e voltar a tarde. Tem ônibus diariamente.